Devs JavaGirl: mais do que uma comunidade

26231423_2003469799664004_1550805181456277890_nQuando eu conheci a Gleice (a criadora da comunidade e uma excelente amiga) eu não fazia ideia do que era uma comunidade em si. Eu sabia que existiam alguns eventos de tecnologia que aconteciam no Brasil e em Brasília como o Sql sat e mais alguns aleatórios por conta da galera que eu conhecia mas, eu não sabia o que realmente era fazer parte de um grupo tão intenso e de tanta troca de conhecimento que são as comunidades.

No começo de 2018 eu tinha desistido de programar, achei que isso não era pra mim e ia seguir com a minha vida de ser qualquer outra coisa e é isso aí. Eu não me achava capaz de conseguir produzir algo tão grande quanto um pedacinho sequer de um software. Foi aí que essa pessoa entrou na minha vida e tudo mudou. Ela tinha acabado de vir pra Brasília e queria mais meninas pra trocar experiências e aprender juntas. Um amigo que tínhamos em comum nos apresentou e foi ali naquele momento que conheci uma das pessoas que mais me incentivariam dentro desse mundo da tecnologia. Finalmente tinha conhecido alguém que me entendia e que entendia as minhas dificuldades, visto que nós duas temos filhos e que estávamos no começo da carreira.

Logo ela me apresentou o novo projeto de incentivar mulheres a aprender Java, a linguagem mais temida do mundo do back-end. A ideia era criar um grupo de estudos aqui na cidade para que pudéssemos aprender juntas. Eu topei na hora. Visto que a minha maior motivação de todo esse tempo para finalmente começar a minha carreira em tecnologia era lutar para que mais mulheres tivessem essa oportunidade. Com o tempo a comunidade se espalhou e hoje temos meninas em todos os cantos do Brasil (nosso summit de dezembro não me deixa mentir).

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No começo não foi fácil. A cada dia era um desafio diferente a cumprir e a nossa mente nos prega tantas peças que fica difícil você discernir o que é real e o que a sua impostora está tentando fazer com você. Mas aos poucos aprendi que todos temos nosso próprio tempo para aprender e isso foi o que mais me acalmou. Saber que todos nós temos o direito de não sabermos tudo sobre tudo e que podemos sim aprender de forma diferente.

Saber que todos somos capazes.

Minha visão sobre a programação mudou e principalmente a minha noção de carreira e sobre o que eu quero pra mim também. Conheci pessoas maravilhosas e fiz amigas que vou levar para sempre e só tenho a agradecer por essa comunidade maravilhosa ter entrado na minha vida de forma tão inesperada. Aprendi que ter contato com gente que enfrenta as mesmas dificuldades diárias que você ou até mesmo outras, te impulsiona a querer ser melhor.

A querer ser mais.

E para participar e contribuir com uma comunidade não precisa de muito. Aqui em brasília tenho o privilégio de já ter algumas montadas e eu ajudo com divulgação, material, até conversando com as pessoas. Mas se na sua cidade não tiver nada parecido, você pode criar a sua e contribuir com outras de maneira online mesmo. Não precisa nem ser muita gente, só chamar algumas pessoas que tem os mesmos interesses que você e pronto. Você já tem a sua comunidade e algo pelo que lutar, contribuir.

Ta esperando o que para montar a sua?

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meninas no summit em são paulo (dezembro de 2018)

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