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E no meio da madrugada, ela não deveria mais estar pensando nisso. Não devia querer caminhar descalça com o pé direito cortado. Ainda se lembra de pisar em um caco de uma garrafa qualquer que alguém havia consumido e quebrado perto da calçada a algumas horas atrás. Mas lá estava ela acendendo o último cigarro do seu maço enquanto chegava perto da esquina da qual ele morava. Mancando e deixando marcas de sangue pela rua, ela finalmente vê a casa.
A luz do quarto está ligada, indicando que provavelmente ele deve estar desenhando, como de costume. E ela sabe disso porque, era uma das coisas que ela mais gostava nele.
Dá três batidas na porta e espera. Os cinco minutos que se sucederam, para ela, se equipararam a horas.
Então, finalmente ele abre a porta e sorri ao vê-la vestindo sua jaqueta, a mesma que ele emprestou quando saíram pela primeira vez e que ela nunca devolveu.

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